03/08/09

Copo americano e balcão


Dica nº 100 de lagartixa roxa é especial e isso de longe quer dizer glamour! A assunto em questão é buteco. Buteco mesmo: cerveja, no copo americano, pra beber no balcão, em SP. Claro, se a pedida for esticar, rola uma mesinha, de preferência na calçada e melhor ainda se for na Rua Augusta. Do lado do centro, o Charm, o BH, o Ibotirama... essa rua é o reino dos butecos, muitos clássicos, boêmios, históricos e democráticos. Justamente por isso tem o clima bacana, entra quem quer, sem rótulos ou esteriótipos, o artista, o hyppie, o porteiro. Cinco minutinhos dali, a pé, uma esquina disputada pelos butequeiros, a da Alameda Santos com Consolação- logo na viradinha de quem vem da Rebouças ou da Dr. Arnaldo. De um lado, o Coffee Corner é aquele bar pra virar cliente. Garçons animados, contam piadas e o melhor, logo já trazem a sua gelada preferida e o churrasco com queijo, divino porque é simples. Do outro lado da rua, o Orange Point vale porque é 24 horas, local onde é cena comum ver, às nove da manhã, pão na chapa e suco de laranja em uma mesa e na outra, cerveja e mais cerveja de quem continua na balada. Caminhando mais para o centro da cidade, a parada é a Praça Rooselvelt, o La Barca. Gente do teatro que divide mesas com vovózinhas que moram nos arredores e contam no relógio dar sete da noite para tomar a sopa do dia. Não duvide em pedir qualquer coisa que estiver na vitrine, o kibe, a esfiha, os salgados são nota 10. A Praça Benedito Calixto não pode ficar fora de um roteiro de buteco: Jeová. Fica bem na esquininha, aquele bar que atrapalha o trânsito aos sábados, o dia da feirinha de arte dali, de tanta gente que disputa um espaço na calçada. É isso: preguiça de lugares que se dizem buteco, de "uma releitura dos botequins cariocas bla bla blá", que de nada preservam o espírito original de um buteco. Patricinhas, fila pra mesa, cerveja artesanal (e cara) e bolinho de arroz que vira "arancini di riso", que nada mais é do que a mesma coisa, só que em italiano!

16/07/09

Parque de diversões


"Toda vez que chego a Paris tenho um ritual particular", escreveu o célebre Caio Fernando Abreu, escritor gaúcho que todo mundo deveria ler. Ele, especialmente, assim que botava os pés lá, ia à Notre-Dame, gostava da sensação de rezar numa catedral no centro do Ocidente. Agora, numa cidade (quase) perfeita, difícil é escolher onde ir primeiro. Bom, se você adora chás, não tenha dúvidas, vá à Mariage Freres, a é loja especializada e uma das melhores do mundo. É, digamos, um supermercado (de luxoooo) ou um parque de diversões para quem é apaixonado pela bebida. Dá para enlouquecer nas compras ou relaxar tomando xícaras e xícaras nos suntuosos salões de chá. Tem vários endereços, mas se puder, vá à do Marais, pois de quebra, você já passeia pelo bairro mais descolado da Cidade-Luz, ponto de encontro de gente bacana e que esbanja arte, cultura, moda, gastronomia. http://www.mariagefreres.com/

Queijo coalho na brasaaa


Na onda da valorização da cozinha brasileira e dos ingredientes regionais, o queijo coalho talvez seja o ingrediente que mais conquistou o país. Deixou o gueto nordestisno e a gente, agradece. É praticamente impossível dizer não quando chega aquele queijinho que acabou de sair da brasa, derretendo, queimadinho dos lados. Mas, o melhor lugar do mundo para prová-lo ainda é a terra natal: Pernambuco é o lugar. Dá para arriscar falar que lá, em qualquer cantinho vai ser bom, porque é original e quase sempre, artesanal. Seja numa biboca, seja em restaurante famoso. No Oficina do Sabor, em Olinda, o chef César Santos usa e abusa. Só entre as entradinhas do cardápio, tem com ervas nordestinas, com alho e óleo e a espetacular tapioca do chef, que leva queijo coalho e charque. Bem longe dali, não dá para pegar uma praia no Rio de Janeiro sem devorar um. E em Sampa, no Mocotó, a sugestão do chef Rodrigo Oliveira é apenas servi-lo apenas com mel de engenho, eis aí uma simplicidade divina. http://www.oficinadosabor.com e http://www.mocoto.com.br

15/07/09

Muito ouro!


Uma viagem à África tem que ter história. Uma dica interessante e que foge dos roteiros tradicionais e cheios de turistas é o Gold África Museum (Museu do Ouro) é um banho de cultura, que mostra a riqueza das civilizações antigas. As peças, em ouro maciço são inacreditáveis, de jóias e espadas à chapéu e chinelo, e tudo em tamanho natural. Essa viagem fascinante foi um dos pontos que mais chamou a atenção de Paulo Borges, organizador do São Paulo Fashion Week, que depois de passar por lá, levou a temática para as passarelas, no evento que apontou as tendências do verão 2007. Boa pedida é programar a visita para o fim de tarde e aproveitar a "Experience Gold Restaurant", programa que reúne comida, música e arte desse povo vibrante, bem no coração da cosmopolita Cidade do Cabo. http://www.goldofafrica.co.za/

14/07/09

Bistrô vegetariano


Alto lá! Pense muito antes de rotular a cozinha vegetariana. Engana-se e muito quem pensa que não comer carne significa viver no reino da soja, tofu, integrais e afins. Resumindo: só não tem carne e em compensação, um mar sem fim de ingredientes. E se existe alta gastronomia vegetariana, os restaurantes estão mais do que antenados em ter opções bacanas para esse público e ora ora, até bistrô vegetariano existe. Sim! O Horta Café e Bistrô é um bom representante dessa tendência, que agrada não só os "vegebas", mas quem se permite conhecer ou, ao menos uma vez na semana, ter uma alimentação saudável. Restaurante charmoso, tem decoração moderna, clima incrível e fica numa ruazinha tranquila do badalado bairro de Pinheiros, em SP. Gustavo Brusca é o chef que assina o cardápio, que tem pratos clássicos, como a feijoada, com direito a torresmo vegan, que acreditem, tem gosto de torresmo, um dos segredinhos de chef. Há também as sugestões do dia, bem aquela coisa de cozinha de produto: o que está mais fresco no dia, ele leva para a cozinha e faz mil combinações. Comidinhas de comer de joelhos, como a moqueca de shimeji. Pãozinho caseiro e bolo de banana são imperdíveis. Fica na Costa Carvalho, 159, tel. (11) 3031-5997. (Foto: Rodrigo Schmidt)

08/07/09

Dia de feira


Dia de ir à feira, abastecer a geladeira, comer pastel. O melhor horário para chegar é às sete, em ponto. Detalhezinho: sete da noite. Essa é a graça da Feirona, como é conhecida a principal feira de Campo Grande, MS. Será que é pelo calor que parece brotar do asfalto da capital matogrossense? Muito provável. Acontece há mais de 30 anos é um dos maiores pontos de encontro da cidade. Toda quarta ou sábado, é sagrado, o programa é um dos pontos de encontro mais disputados da cidade. É, digamos, um programa cool e sem exageros e preconceitos, onde todas as tribos se reúnem. De família e estudantes, à patricinhas e moderninhos. Motivo? Ocupa duas ruas, tem tudo o que uma feira comum tem e muito mais: tem artesanato local, vira e mexe rola apresentações culturais e shows, mas o grande chamariz é mesmo as barraquinhas de comidas típicas da região, que tem forte influência oriental. Como o sobá, um hit por lá e que logo de cara, aprenda para não cometer gafes, não tem nada a ver com yakissoba. Ambos vêm da culinária japonesa, têm macarrão, legumes e carne, mas são bem diferentes. O sobá tem como base um macarrão feito artesanalmente e um caldo especial que obriga o indivíduo a comer em uma cumbuca. Leva ainda o omelete cortado em tirinhas, um bocado de cebolinha e carne de porco bem frita. Joga-se shoyu a gosto ou pedacinhos de gengibre. Fica na Rua 14 de Julho, nº 3351, Centro.

07/07/09

Moderninhos


Irmãos Roca. Preste atenção nesse sobrenome e grave, é sinônimo de modernidades. O trio Jose, Joan e Jordi- do El Celler de Can Roca (Girona, na Espanha, o 5º melhor restaurante do mundo) acaba de inventar mais uma. Batizada de Cava Sólid, é um produto que leva a cava-
famoso espumante espanhol, das taças para as panelas. Tudo surgiu para proporcionar em uma receita, aquela mesma sensação borbulhante da bebida na boca. Como? Coloca-se um espessante natural durante a sua produção da cava, que ganha a consistência de um molho, sem perder as tais borbulhas, isso porque o processo garante que o gás e os aromas não se percam. No cardápio do Celler, a cozinha mãe do projeto, a receita que originou o processo (e consequentemente) a mais famosa, é a ostra al cava, prato que é finalizado na mesa, com "essa espécie de molho". A novidade, que é fruto de uma parceria com a Fundação Alicia- que pesquisa alimentação e ciência e a empresa Cavas de Agustí Torelló Mata. Por enquanto, só à venda só na Espanha. E os chefs e gourmets imploram, alguma importadora pode trazer para cá? http://www.cellercanroca.com/