
Dica nº 100 de lagartixa roxa é especial e isso de longe quer dizer glamour! A assunto em questão é buteco. Buteco mesmo: cerveja, no copo americano, pra beber no balcão, em SP. Claro, se a pedida for esticar, rola uma mesinha, de preferência na calçada e melhor ainda se for na Rua Augusta. Do lado do centro, o Charm, o BH, o Ibotirama... essa rua é o reino dos butecos, muitos clássicos, boêmios, históricos e democráticos. Justamente por isso tem o clima bacana, entra quem quer, sem rótulos ou esteriótipos, o artista, o hyppie, o porteiro. Cinco minutinhos dali, a pé, uma esquina disputada pelos butequeiros, a da Alameda Santos com Consolação- logo na viradinha de quem vem da Rebouças ou da Dr. Arnaldo. De um lado, o Coffee Corner é aquele bar pra virar cliente. Garçons animados, contam piadas e o melhor, logo já trazem a sua gelada preferida e o churrasco com queijo, divino porque é simples. Do outro lado da rua, o Orange Point vale porque é 24 horas, local onde é cena comum ver, às nove da manhã, pão na chapa e suco de laranja em uma mesa e na outra, cerveja e mais cerveja de quem continua na balada. Caminhando mais para o centro da cidade, a parada é a Praça Rooselvelt, o La Barca. Gente do teatro que divide mesas com vovózinhas que moram nos arredores e contam no relógio dar sete da noite para tomar a sopa do dia. Não duvide em pedir qualquer coisa que estiver na vitrine, o kibe, a esfiha, os salgados são nota 10. A Praça Benedito Calixto não pode ficar fora de um roteiro de buteco: Jeová. Fica bem na esquininha, aquele bar que atrapalha o trânsito aos sábados, o dia da feirinha de arte dali, de tanta gente que disputa um espaço na calçada. É isso: preguiça de lugares que se dizem buteco, de "uma releitura dos botequins cariocas bla bla blá", que de nada preservam o espírito original de um buteco. Patricinhas, fila pra mesa, cerveja artesanal (e cara) e bolinho de arroz que vira "arancini di riso", que nada mais é do que a mesma coisa, só que em italiano!



